Elevadores externos e as Saídas de Emergência

Ao longo da vida profissional, tivemos a oportunidade de  perceber como a multidisciplinaridade é importante.

Em nossa atuação com Arquitetura e Segurança contra Incêndios, torna-se impossível deixar de vincular ao artigo a seguir – sobre elevadores externos -, a importância dos elevadores de segurança na evacuação de uma edificação verticalizada.

Um elevador de segurança possui critérios exclusivos de instalação, visando a estanqueidade em relação à fumaça e à proteção estrutural de sua caixa em relação ao fogo. Circulações e antecâmaras são igualmente protegidas, para que a rota de fuga esteja preservada dos riscos do incêndio.

A solução dos elevadores externos pode vir a ser de valor inestimável, especialmente em imóveis com usuários cuja mobilidade é reduzida ou para edifícios que não possuam os meios suficientes para evacuação das pessoas em condições de segurança, tais como os prédios mais antigos.

Obviamente, vários fatores precisam ser levados em consideração para que o elevador externo seja instalado de maneira adequada aos condicionantes de segurança contra incêndio.

  • Otimização dos fluxos de pessoas na rota de fuga;
  • preservação da estanqueidade da estrutura do elevador em relação ao fogo (afastamento em relação às aberturas da envoltória);
  • velocidade de tráfego, visando a plena evacuação do imóvel em tempo hábil;
  • alimentação elétrica independente e por gerador (ou outra solução que não seja incompatível ao combate ao incêndio), dentre outros aspectos.

Arquitetura, Segurança contra Incêndio, Sustentabilidade são matérias absolutamente compatíveis e complementares, cuja interseção agrega ao edifício um valor bastante considerável. Obviamente, a quantidade de variáveis da equação “projeto” a serem resolvidas passa a ser mais ampla, tornando-a  bastante complexa, porém mais rica, especialmente para o cliente final, o usuário da edificação.

(DB)


Fonte: AECweb > Revista Digital

Construção de elevadores externos exige estruturas bem dimensionadas

Com perfis de aço ou elementos de concreto, a caixa de corrida deve ser compatível com as cargas exigidas pelo equipamento de transporte vertical, que valoriza residências e pequenos edifícios

Texto: Juliana Nakamura

Elevadores externos podem garantir acessibilidade e ainda valorizar o imóvel (Alexander Zamaraev / shutterstock)

Os elevadores externos têm sido cada vez mais utilizados, seja para valorizar o imóvel, seja para assegurar a acessibilidade em edificações residenciais ou comerciais que tenham entre dois e quatro pavimentos. Isso tem acontecido devido à crescente verticalização das casas nas grandes cidades, resultado do alto custo dos terrenos, e do desenvolvimento de equipamentos cada vez mais compactos e silenciosos.

DIMENSIONAMENTO DA ESTRUTURA DE ELEVADORES

A inserção de um elevador em uma construção nova ou antiga depende de planejamento e, principalmente, de um projeto que dê conta de todos os detalhes que ela exige.

A estrutura deve ser projetada de acordo com as cargas definidas no projeto executivo do equipamento, incluindo as reações no fundo do poço, as reações dos suportes de guias e as reações da máquina de tração

Reinaldo Gracelacio Paixão

O primeiro desafio é projetar a estrutura da caixa de corrida anexa à edificação e posicionada em um ponto central da planta para facilitar a circulação das pessoas. De acordo com Reinaldo Gracelacio Paixão, diretor de engenharia da Thyssenkrupp Elevadores, a estrutura deve ser projetada de acordo com as cargas definidas no projeto executivo do equipamento, incluindo as reações no fundo do poço, as reações dos suportes de guias e as reações da máquina de tração. As fundações devem ser independentes, de acordo com cada caso. “O projeto deve considerar a capacidade máxima, a velocidade do equipamento e as condições de uso, por exemplo, no momento da frenagem. Também é preciso levar em conta o fluxo de pessoas na edificação”, acrescenta o engenheiro Fernando Peiter, diretor de vendas e marketing da Otis Elevadores na América Latina.

CONDIÇÕES PARA A INSTALAÇÃO DE ELEVADORES

A construção da caixa de corrida pode ser feita com vigas e pilares de concreto ou com toda a parte do piso de concreto armado, e a estrutura da caixa de perfis de aço. Essa segunda alternativa é especialmente indicada quando se busca uma obra mais rápida e limpa, com menos desperdício de material.

estrutura metálica é vantajosa quando o elevador é instalado em um imóvel pronto, que não tem área própria para recebê-lo.

O dimensionamento da caixa de corrida depende fundamentalmente do modelo de elevador escolhido. De modo geral, em toda a extensão da área interna da caixa, é necessário um rebaixo em relação à laje inferior. Além disso, a altura mínima do pé-direito do último andar deve ser de 2,7 m.

Na parte elétrica, o projeto deve prever a instalação de um quadro de distribuição exclusivo para o elevador, com disjuntor trifásico de 20 A, além de iluminação.

O projeto deve considerar a capacidade máxima, a velocidade do equipamento e as condições de uso. Também é preciso levar em conta o fluxo de pessoas na edificação

Fernando Peiter

PROJETOS COM ELEVADORES EXTERNOS

A casa BF, localizada em Nova Lima (MG), tem um elevador externo integrado à arquitetura. A edificação foi concebida para proporcionar aos moradores o máximo proveito da paisagem exuberante da região, por isso foi construída 15,5 m acima do nível da rua. O elevador, nesse caso, foi peça-chave no projeto do arquiteto Humberto Hermeto. Isso porque ele garantiu acessibilidade, sem comprometer a leveza estrutural e a transparência.

Um elevador externo também foi a solução encontrada pelo arquiteto Roberto Fialho, do escritório Nave Arquitetos, para a reforma do museu Casa Guilherme de Almeida, em São Paulo (SP). O objetivo era garantir acessibilidade sem interferir na estrutura protegida pelo patrimônio histórico. O projeto previu a instalação de um elevador panorâmico no fundo do terreno, conectando o térreo ao primeiro andar. O equipamento é sustentado por uma estrutura autoportante metálica travada em uma passarela que também recebe as cargas da torre.

NORMAS TÉCNICASA instalação de elevadores deve atender às seguintes normas técnicas:

• ABNT NBR 12.892 – Elevadores Unifamiliares ou de Uso Restrito à Pessoa com Mobilidade Reduzida – Requisitos de Segurança para Construção e Instalação (atualmente, em revisão)
• ABNT NBR NM 267 – Elevadores Hidráulicos de Passageiros – Requisitos de Segurança para Construção e Instalação
• NR 10 – Segurança em Serviços e Instalações Elétricas
• NR 35 – Procedimentos para Trabalhos em Altura

COLABORAÇÃO TÉCNICA

Reinaldo Gracelacio Paixão – Engenheiro eletrônico pós-graduado em Gestão Empresarial e em Perícia em Engenharia Elétrica. É diretor de engenharia da área de negócios Elevator Technology da Thyssenkrupp para o Brasil.
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Fernando Peiter – É formado em Engenharia Elétrica pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) e tem mestrado em Administração de Negócios pela Fundação Dom Cabral. É diretor de vendas e marketing da Otis Elevadores na América Latina.
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Você conhece os fluxos de atividades para a obtenção do AVCB de seu empreendimento?

A partir de 2015, o Corpo de Bombeiros Militar da Bahia assumiu integralmente seu papel constitucional de legislar, licenciar e fiscalizar as ações relacionadas à segurança contra incêndio e pânico no estado da Bahia.

Através da Lei Estadual nº 12.929/2013 e do seu decreto de regulamentação, o Decreto Estadual nº 16.302/2015, os empreendimentos públicos e privados são obrigados a realizarem as intervenções necessárias à prevenção e combate ao incêndio.

Segundo os dispositivos legais citados, o meio de certificar o empreendimento quanto a Segurança contra Incêndio e Pânico é a obtenção do AUTO DE VISTORIA DO CORPO DE BOMBEIROS, ou o famoso AVCB.

O fluxograma abaixo, produzido e adotado por nossa empresa,  ilustra o passo a passo para a obtenção deste certificado, atribuindo as tarefas aos respectivos “stakeholders” (empreendimento ou cliente; consultor ou nossa empresa; Bombeiros).

Fluxo de atividades até a obtenção do AVCB

A depender da situação inicial da edificação (disponibilidade de peças gráficas em CAD, por exemplo),  do tempo dos trâmites de análise no Corpo de Bombeiros e das condições para implantação do projeto, o tempo necessário para percorrer todo esse fluxo de atividades pode variar de um a seis meses.

Que tal preencher este formulário, para compreendermos melhor sua demanda?

Nossa empresa  oferece a consultoria global, que envolve:

  • Levantamento ou atualização cadastral da edificação e do terreno;
  • Produção das peças gráficas, conforme as exigências do Corpo de Bombeiros;
  • Elaboração do Projeto de Segurança contra Incêndio e Pânico (PSCIP);
  • Protocolo e acompanhamento da análise do projeto no Corpo de Bombeiros;
  • Treinamento de Brigada de Incêndio;
  • Instalação dos dispositivos de segurança no imóvel;
  • Realização de inspeção prévia à vistoria oficial do Corpo de Bombeiros (verificação de conformidade ao projeto);
  • Protocolo e acompanhamento do pedido de VISTORIA TÉCNICA para a liberação do AVCB.

No caso de já haver um PSCIP anterior, sem a anuência do Corpo de Bombeiros, é necessária a adequação deste PSCIP aos moldes do decreto atual (mesmo preservando os meios ativos e passivos já instalados na edificação) para análise e aprovação dos Bombeiros. A partir daí, o processo de obtenção do AVCB pode ser continuado.

Cada caso é um caso individualizado e por isso oferecemos o formulário acima, para conhecer a situação específica.

Nosso objetivo é viabilizar a obtenção do AVCB da sua edificação, utilizando os recursos legais necessários, com o intuito de:

  • pessoas  permanecerem em segurança;
  • patrimônio ser preservado contra sinistros;
  • reduzir o prêmio do seguro;
  • preservar a imagem corporativa, pelo respeito à segurança dos usuários internos e externos do empreendimento.

Responsabilidade e compromisso, caso a caso, é o melhor que podemos oferecer a você!

(DB)

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BIM BR: estratégias para a inserção do BIM na construção

Arquitetos da minha geração já estão precisando dar um novo “upgrade” em seus neurônios!  Quem aprendeu Arquitetura numa prancheta, desenhando com grafite e nanquim, precisou romper dificuldades e aderir ao “velho” CAD. Agora, novas ferramentas estão sendo difundidas para a edição dos projetos de Arquitetura, agora bem mais adequadas do que o velho CAD: as ferramentas de modelagem da informação da construção, ou softwares de plataforma BIM.

O Governo Federal iniciou um programa para disseminar a utilização de ferramentas gráficas para tornar mais eficiente a construção civil no Brasil. Assim como em outros países, a utilização da plataforma de “modelagem da informação da construção” (building information model = BIM), vem propiciando inúmeras vantagens na configuração dos atributos de uma edificação:

  • visualização exata do modelo em 3D, contemplando os elementos já especificados;
  • compartilhamento do modelo entre os profissionais que irão elaborar os projetos complementares, possibilitando a verificação de possíveis conflitos entre os diversos projetos através de simulações;
  • avaliação da eficiência energética do edifício através de simulação (Etiqueta PBE Edifica);
  • facilidade na quantificação de materiais e orçamentação mais precisa;
  • redução de retrabalho e perdas na construção.

Modelagem da Construção Fonte: Google, Revit Template

Indiscutivelmente, a modelagem da informação da construção traz inúmeros benefícios à indústria da construção civil, tornando-a mais racionalizada, e com menor possibilidade de erros.

Existem algumas ferramentas para a modelagem da construção no Brasil, a maioria delas pouco conhecida devido às questões mercadológicas. A opção por qual ferramenta utilizar vai ser definida por cada profissional, levando em consideração análise de viabilidade financeira, facilidade de aquisição e suporte técnico do software (ou de sua licença de uso).

No Brasil, até este ano, apenas 9,2% das empresas ligadas à construção civil utilizam tais ferramentas. O Governo Federal busca implementar medidas para estimular a adoção do BIM através do programa “BIM BR – Construção Inteligente“, visando uma meta de ampliação do seu uso em dez vezes o patamar atual, com o objetivo de elevar o PIB da Construção Civil em 28,9% (aumento de 2,0% ao ano para 2,6% no mesmo período), por propiciar a redução de gastos (insumos, mão de obra, tempo) e aumento da produtividade do setor. (Dados da FGV, 2018)

Colegas Arquitetos e Engenheiros com mais de 30 anos de formados: estamos diante de um ótimo desafio, que ainda nos ajudará a preservar a mente ativa por muito tempo!!  

 

(DB)

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Arquiteturas, Arquitetos e Clientes

Crise?

Palavra do momento.

Mas, como Arquitetos que somos, vamos transmutar a palavra CRISE em OPORTUNIDADE de CRIAÇÃO.

Em nossa empresa, estamos aproveitando a crise econômica, a Copa do Mundo e a iminência das eleições para tratar das  iniciativas para atingir as metas organizacionais, nossos sonhos! E para isto, alguns indicadores são super importantes para nosso balizamento.

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Photo by rawpixel.com from Pexels

Preparamos um pequeno questionário para sondar como a sociedade vê o serviço de Arquitetura. Muitas importantes informações serão obtidas por este instrumento de pesquisa, mas para isto precisaremos da sua preciosíssima colaboração.

O link a seguir te conduzirá ao questionário. Poucos minutos para uma grande colaboração, pela qual seremos muito gratos!

Contamos com sua participação em nossa pesquisa!

(DB)

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Casas 3D com bateria da Tesla são construídas no Vale do Silício

Século XXI e a revolução na construção de imóveis: as impressoras 3D pedem licença e produzem protótipos de habitações no Vale do Silício.

Fonte: Época Negócios Online – 28.05.2018
FOTO: PIXABAY

Estados Unidos – As impressoras 3D têm potencial para acelerar a resolução de vários problemas da humanidade. Incorporada nos mais diferentes tipos de negócios, a tecnologia é usada por grandes empresas como Alpargatas, Fiat e ThyssenKrupp em suas linhas de produção.

Agora, o foco das iniciativas envolvendo as impressoras 3D parece ser a habitação. Em março deste ano, as casas construídas com essas máquinas em apenas um dia foram um dos maiores destaques do festival SXSW. Agora, um novo modelo de unidades autossustentáveis com 300 metros quadrados de área foi apresentado pela Walden Monterey, a empresa responsável por um projeto de “agrobairro” para a elite do Vale do Silício, na costa da Califórnia.

Batizadas de “Cápsulas de Dormir de Galini”, as residências foram desenvolvidas em parceria com o escritório de design DFA, e aliam estilo arquitetônico a um apelo ambientalmente correto: são abastecidas por painéis solares e turbinas de vento, além de baterias da Tesla. Não é um modelo exatamente acessível, já que cada casa deverá custar a partir de US$ 250 mil (R$ 930 mil), mas se trata da “próxima geração em tecnologia da construção”, segundo afirmou Laith Sayigh, fundador da DFA, ao Business Insider.

Do total de materiais utilizados, 97% são reciclados ou dotados de eficiência energética — inclusive o encanamento interno. Plástico reutilizado, iluminação de LED e até um sistema que usa a umidade do ar para fornecer água estão presentes.

Já no abastecimento de energia, as fontes solar e eólica são combinadas a uma bateria da Tesla que fornece o restante necessário. Esse dispositivo fica abaixo do nível do solo, assim como um sistema de resfriamento do ar que pode ser usado nas temporadas mais quentes.

Projeto imobiliário

A oito horas do Vale do Silício, a Península de Monterrey receberá as residências, que, imagina-se, servirão de lar de veraneio para os poderosos chefes da indústria de tecnologia. O projeto da Walden Monterey prevê a construção de 22 casas.

As “cápsulas” inovam também no modelo de exposição na pré-venda. Construídas em qualquer lugar, podem ser transportadas prontas para seu destino final e visitadas pelos interessados antes da tomada de decisão.

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Incêndios são mais fáceis de acontecer do que você imagina…

Diariamente temos visto no noticiário nacional e internacional casos de incêndios, dos mais simples – sem vítimas, aos mais desastrosos, com perdas de vidas e patrimônio.

Têm-se observado um maior consumo de energia elétrica nos edifícios, residenciais ou comerciais, devido à necessidade cada vez maior de aparelhos eletrônicos e elétricos para refrigeração, aquecimento, para agilidade nas tarefas do dia a dia. E todo esse arsenal  sobrecarrega as redes elétricas dos edifícios, na maior parte das vezes subdimensionada para tantos aparelhos (edifícios mais antigos, por exemplo).

Sem falar no risco do excessivo uso de adaptadores nas tomadas, gerando um consumo de corrente maior do que o dimensionamento do fio que conduz a energia. Isto pode gerar superaquecimento dos fios e princípio de incêndio.

Estes aspectos estão sendo levantados apenas para que se tenha uma sutil noção dos riscos a que estamos expostos até mesmo dentro de nossas casas, e da absoluta importância de que os meios ativos e passivos de segurança contra incêndio estejam em perfeitas condições de utilização, para o alerta e o combate nas situações de emergência. De igual importância nestas circunstâncias é a manutenção dos equipamentos e da presença de pessoas devidamente treinadas para atuarem nas emergências – os Brigadistas.

Desta forma, o pensamento preventivo deve fazer parte do nosso cotidiano, em casa e no local de trabalho, por uma questão básica: a preservação da Vida. Não devemos adotar atitudes preventivas apenas como demanda do Corpo de Bombeiros. Proatividade, nestes casos, pode ser determinante na mitigação dos acidentes por fogo nas edificações.

A seguir, um formulário especialmente criado para diagnosticar a situação de uma edificação em relação às condições de segurança contra incêndio, podendo, inclusive propiciar uma consultoria sobre como regularizar seu edifício.

Não protele sua segurança.

Este formulário poderá gerar uma proposta.

(DB)

 

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Desenho Universal, inclusão social e dignidade humana

O Desenho Universal – ou Design Universal – é um conceito inclusivo desenvolvido nos EUA, intimamente vinculado aos princípios de ergonomia e usabilidade, associados a ambientes, produtos e serviços que devem ser adequados à grande maioria das pessoas, independentemente de altura, peso, mobilidade, acuidade visual ou auditiva, ou a qualquer transtorno físico que a diferencie do padrão usual.

Os Sete princípios que regem o Desenho Universal foram desenvolvidos em 1997 na Universidade da Carolina do Norte (EUA) para servirem de referência aos projetos de produtos e ambientes, que deverão ser utilizáveis por qualquer pessoa, sem a necessidade de adaptação. São eles:

  • Uso equitativo: ser útil a pessoas com  diversas capacidades.
  • Flexibilidade no uso: acomodar um vasto leque de preferências e capacidades individuais.
  • Uso simples e intuitivo: utilização facilmente compreendida, independentemente da experiência, do conhecimento, das capacidades linguísticas ou do atual nível de concentração do utilizador.
  • Informação perceptível: comunicar eficazmente, ao utilizador, a informação necessária, independentemente da sua capacidade ou das condições ambientais.
  • Tolerância ao erro:  minimizar os riscos e consequências adversas de ações acidentais ou não intencionais.
  • Redução no gasto energético: poderá ser usado de forma eficiente e confortável e com um mínimo de fadiga.
  • Espaço apropriado:  tamanho e espaço apropriados para a aproximação, alcance, manipulação e uso, independentemente do tamanho do corpo, postura ou mobilidade do usuário.

Recém editado, o Decreto Federal nº 9.296/2018 (01/03/2018) estabelece que empreendimentos para hospedagem – hotéis, pousadas e similares, deverão ser adequados aos padrões de Desenho Universal.      

Um grande avanço nacional que deveria ser ampliado a todo e qualquer empreendimento público ou privado, assim como ocorre nos países europeus e na América do Norte, onde tal conceito está intrinsecamente vinculado a todo projeto.

Desde 2013, convênios entre o Governo Federal, o CAU/BR e o Banco do Brasil foram firmados para a efetiva viabilização destas medidas, no sentido de que os empreendimentos residenciais  já existentes também venham a ser adequados aos Sete Princípios do Desenho Universal, na sua íntegra, através da Norma Brasileira  nº 9050 – ABNT.

Assim, o Banco do Brasil vem disponibilizando uma linha de crédito especial para reformas de adaptação residencial aos critérios de acessibilidade (ABNT NBR 9050), conforme preconiza a Portaria Interministerial nº 604/2013 – Plano Nacional da Pessoa com Deficiência – Viver sem Limite. Condições para a obtenção desta linha de crédito podem ser verificadas no site do Banco do Brasil, Programa BB Crédito Acessibilidade.

Infelizmente, informações desta importância não encontram muito espaço na mídia brasileira, omitindo o que poderia vir a ajudar milhões de pessoas que não dispõem de recursos, a terem uma vida mais digna e inclusiva.

Estamos empenhados a colaborar com nossos projetos e nosso compromisso social em oferecer os meios técnicos para transformar as dificuldades de muitos em qualidade de vida!

DB


Fontes:
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