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A real importância do AVCB

Mais um incêndio de grandes proporções destrói completamente uma edificação comercial. Desta vez, trata-se do atacadista ATACADÃO, situado na região oeste de Campo Grande, MS.

Por sorte, nenhum empregado ou cliente foi vitimado, tendo em vista que o acidente ocorreu por volta das 17 h, com as portas abertas ao público.

Foto: Tero Queiroz/MS Notícias

Pura sorte.

(Mercados atacadistas possuem elevada carga de incêndio, por acumularem seus estoques em prateleiras altas com mercadorias, que são continuadamente postas à venda e repostas, por meio de empilhadeiras (movida a GLP). Estes produtos, de natureza diversa, são embalados em papelão, além dos recipientes que os contêm, geralmente de plástico. Armazenamento em prateleiras elevadas ampliam o risco e dificultam o combate ao fogo).

Estes parêntesis apenas ilustram uma parcela dos riscos potenciais de uma edificação com ocupação análoga, mesmo com porte inferior.

Vídeos de clientes constataram o início do fogo nos estoques de álcool e produtos de limpeza (muitos deles contêm componentes inflamáveis).

A outra vertente deste episódio são os meios ativos e passivos de segurança contra o incêndio.

Pelo tipo de ocupação e porte do empreendimento, sistemas de detecção e alarme deveriam estar instalados, além de sistema de hidrantes, extintores de incêndio e demais medidas ativas e passivas de segurança contra incêndio. Nestas ocasiões em que o sinistro acontece, vem a pergunta:

– Será que o edifício estava com o AVCB vigente?

Estas quatro letras (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros) podem fazer a diferença num princípio de incêndio. Um AVCB regular, implica em testes e comprovações técnicas do pleno funcionamento destes sistemas ativos de proteção contra o fogo, por exigência dos Corpos de Bombeiros estaduais. As redes elétricas, reconhecido vilão nos episódios dos incêndios, assim como o sistema de pára raios, também fazem parte da verificação técnica exigida pelos Bombeiros Militares.

De nada adianta uma edificação receber um Alvará de “Habite-se” (que pressupõe a regularidade com os critérios de segurança contra incêndio) se os seus dispositivos e sistemas contra incêndio não sofrerem manutenções preventivas e corretivas que afiancem sua plena condição de funcionamento, quando necessário. O treinamento de Brigada de Incêndio é igualmente importante, nas ações de combate ao princípio do fogo e nas orientações precisas para o abandono do público em segurança e ações de preservação de vidas.

Fonte: MS Notícias

Um outro vídeo exibe a precariedade da rede de hidrantes, na qual o jato de água não possuía pressão suficiente para o combate ao fogo, aspecto inaceitável. Investe-se tanto num sistema de combate ao fogo, para não ter condição efetiva de funcionamento? Este é o “barato que sai muito caro”. Falhas de manutenção também são imperdoáveis.

Fonte: Redação Enfoque MS, 13/09/2020

Olhando-se à distância, estes parecem aspectos banais. O grande problema dos brasileiros em geral é minimizar o problema alheio. Só que ontem, aconteceu no ATACADÃO. Amanhã, pode ser na sua edificação.

Já parou pra pensar nisso?

Portanto, é bom refletir sobre a importância de estar regular com o Corpo de Bombeiros, não apenas por causa de um papel com quatro letrinhas (AVCB). Mas, e principalmente, pela preservação de vidas (colaboradores e clientes), do patrimônio (seguros cobrem todos os prejuízos??) e garantia de continuidade dos meios de produção para todos os envolvidos.

Gestores decidem sobre investimentos. Gestores arcam com os resultados dos investimentos, realizados ou não.

DB

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Soluções amigáveis!

Ao longo da vida profissional, um desafio se repete: tornar os dispositivos de segurança contra incêndio “amigáveis” ao design de interiores.

Designers de interior sempre desprezam o papel do extintor de incêndio, do abrigo de hidrante ou do acionador manual de alarme, dentre outros. Certamente nunca precisaram de sua aplicação numa situação de emergência…

Quando viajo, fico observando as soluções para a inserção dos dispositivos, e percebo formas criativas, que não descaracterizam o equipamento e valorizando sua presença no ambiente.

Madrid, ES-Aeroporto
Madrid, ES
Toledo, ES
Praga, Rep. Tcheca
Poznan, POL
Licença poética de algum Arquiteto!

Dia desses, comento sobre cada uma das soluções apresentadas acima.

Mas espero que já sirva como inspiração para que os designers de interior tornem-se mais amigáveis aos dispositivos de segurança contra incêndio, pois vidas e patrimônio podem ser preservados com a sua presença e operação.

DB

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Arquitetura & Segurança contra Incêndios: simbiose necessária.

Em nosso país, o mercado da construção civil ainda está muito pouco sensível à importância da incorporação dos princípios de segurança contra incêndio no desenvolvimento do projeto de Arquitetura.

Faculdades de Arquitetura pouco ou quase nada abordam sobre esta matéria, que só vem ao conhecimento prático dos profissionais por ocasião dos licenciamentos exigidos por uma legislação até então ignorada.

Um conteúdo fundamental à preservação de vidas, é relegado a segundo plano no meio acadêmico das graduações de arquitetura. Deveria estar incorporado culturalmente aos princípios arquitetônicos, não por obrigatoriedade do seu cumprimento, mas pela sua importância intrínseca.

Nas faculdades de Arquitetura e Urbanismo, quem ouve falar em:

  • PROTEÇÃO PASSIVA
  • ISOLAMENTO DE RISCOS
  • ROTA DE FUGA
  • CONTROLE DE MATERIAIS DE ACABAMENTO E REVESTIMENTO
  • CARGA DE INCÊNDIO DE MOBILIÁRIO E ACESSÓRIOS
  • SAÍDA DE EMERGÊNCIA…

Parecem surreais esses termos, não??

Pois a incorporação destes conceitos certamente fará toda a diferença num projeto, do mais simples ao mais arrojado.

Muitos podem estar pensando que, mais cedo ou mais tarde, os edifícios serão submetidos a especialistas que farão as adequações necessárias ao atendimento da legislação de segurança contra incêndio e pânico.

Mas este é o ponto: quando um projeto de arquitetura já é concebido com o valor agregado da segurança contra incêndio, muitos aspectos já são levados em consideração, contribuindo significativamente para a redução dos riscos através de algumas (dentre outras) definições simples, tais como:

  • adequação das circulações, rotas de fuga e posicionamento das saídas de emergência, visando percursos mais curtos para abandono ágil do imóvel em situação de emergência;
  • considerações acerca do uso da edificação, levando em conta, por exemplo, idade, estado de saúde e mobilidade, com vistas aos meios de fuga da edificação por esse público;
  • soluções quanto aos meios de compartimentação horizontal e vertical, visando a redução dos riscos nas edificações;
  • análise dos meios de ventilação e condicionamento de ar nos ambientes, sua interface com os dispositivos de detecção e alarme e o favorecimento da dispersão de fumaça;
  • cuidados no posicionamento das aberturas nas envoltórias em relação aos pavimentos e ambientes contíguos, e às edificações vizinhas;
  • definição de revestimentos com reduzida capacidade de propagação de fogo (informado pelos fabricantes) e da carga de incêndio dos móveis e acessórios.
Softwares de modelagem da construção permitem a compatibilização dos diversos projetos – arquitetura e complementares, verificando conflitos e a necessidade de melhorias, pela segurança, qualidade e eficiência do empreendimento.

Numa época em que se enfatiza tanto a Gestão de Projetos, ainda sentimos falta da gestão compartilhada dos projetos de arquitetura com os de segurança contra incêndio e pânico, assim como é feito com os projetos estruturais e demais complementares, em tempo real, de forma simultânea, para que todas as implicações e conflitos possam ser dirimidos na modelagem do projeto, através de simulações, e não tardiamente, tendo-se que recorrer a enxertos e adaptações, que comprometem a qualidade e a segurança do empreendimento e dos seus ocupantes.

DB

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Arquitetura com Alma

Para quem imagina que atuamos apenas com Projetos de Segurança contra Incêndio e Pânico, vamos surpreendê-los com nossas criações em Arquitetura.

Em verdade, nossa Turma adora criar. Esta criatividade abrange e associa as soluções de Arquitetura com as de Segurança contra Incêndio, pois diferentemente do que muitos sabem, o projeto de Segurança começa com o projeto Arquitetônico. A otimização de um projeto de segurança contra Incêndio tem início nas soluções de Arquitetura adotadas, e que podem reduzir até mesmo os custos das soluções de Segurança.

Mas esta postagem é para falar do nosso Projeto de Arquitetura deste Centro Comercial no Vale do Capão, BA. Para quem conhece o lugar, sabe do caráter rústico e bucólico da região, aonde se chega através de uma estrada de terra a 40 Km da cidade de Palmeiras, o município sede.

O conceito adotado foi justamente de gerar uma construção plenamente integrada à paisagem local, integrando-se à natureza e ao colorido das cidades do interior.

O projeto foi totalmente desenvolvido por nossa Equipe, desde a concepção arquitetônica aos projetos complementares (elétrico, hidrossanitário, luminotécnico), buscando atender aos anseios do Cliente e aos princípios estéticos, funcionais, de eficiência e respeito ao meio ambiente.

Foram adotados materiais de construção facilmente encontrados na região, até mesmo para ser coerente com os princípios de sustentabilidade em relação ao transporte rodoviário.

A obra está em andamento, com previsão de conclusão daqui a três meses.

Estamos muito felizes com a entrega deste projeto!

Nossa Arquitetura é feita com muito carinho. Fazemos projetos com Alma!

DB

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O Fator Humano na segurança contra incêndio

Legislações vão e vem, estabelecendo as bases mínimas para um projeto de Segurança contra Incêndio e Pânico prescritivo, cujos parâmetros ainda são muito distanciados dos reais riscos que envolvem os diversos  empreendimentos e suas respectivas ocupações e portes.

Refiro-me especialmente ao fator humano que ocupa esses empreendimentos.

Estas bases contemplam dispositivos instalados conforme a prescrição legal, associado a um parco treinamento de Brigada de Incêndio, limitado a um programa mínimo e genérico estipulado seja pela NR-23 (Portaria nº 3217/88 – MTb), ABNT NBR-14276 ou IT-17 (CBMBA), que não aborda as estratégias operacionais em situação de emergência.

Esta estratégia operacional de intervenção vem explicitada num Plano de Emergência ou Plano de Intervenção de Emergência, cuja prescrição legal limita-se a empreendimentos de grande porte, a locais com público superior a 1000 pessoas ou a empreendimentos de cuidados à saúde.

Uma estratégia de intervenção em emergências é fundamental para colocar em prática com eficácia as diretrizes de proteção ativa e passiva prescritas no Projeto de Segurança contra Incêndio e Pânico, no que se refere às rotas de fuga, distâncias máximas a serem percorridas, pontos de encontro e demais aspectos para uma evacuação de público em tempo hábil e segura. Esta mesma estratégia prevê a atuação dos membros da Brigada de Incêndio na identificação e controle inicial ao sinistro, promovendo as ações preliminares para o controle da situação, inclusive o acionamento do aparato de auxílio externo, quando necessário.

De acordo com as legislações estaduais de Segurança contra Incêndio e Pânico, a necessidade de existir um Plano de Emergência é pontual, conforme ilustrado a seguir.

USO/OCUPAÇÃO PRESCRIÇÃO DE
PLANO DE EMERGÊNCIA
RESIDENCIAL Não prescrito
HOSPEDAGEM Edifícios com altura > 23m
COMERCIAL Apenas para Shopping Centers (1)
SERVIÇOS
PROFISSIONAIS
Edifícios com altura > 60m (2)
SERVIÇOS
EDUCACIONAIS
Edifícios com altura > 23m (3)
REUNIÃO DE
PÚBLICO
População superior a 1000 pessoas (4)
SERVIÇOS
AUTOMOTIVOS
Não prescrito
SERVIÇOS DE
SAÚDE
Prescrito para H-2; H-3 e H-5 (5)
INDUSTRIAL Risco Baixo: não prescrito
Risco Médio: altura > 12m
Risco Alto: prescrição geral
DEPÓSITO Risco Médio e Alto: prescrição total
1- Importante caracterizar o conceito de “Shopping Center”, pois qualquer edificação que acolha atividades comerciais deveria ser enquadrado como tal.
2- Edifícios corporativos abrigam considerável população flutuante. A evacuação deste público carece de estratégia e orientação.
3- Grande parte dos empreendimentos educacionais estão em edificações horizontais. E um Plano de Emergência é fundamental para intervenções com público de faixa etária variada.
4- As condições adversas do público (uso de álcool, alta densidade) em ocupações desta natureza já são agravantes para uma intervenção bem sucedida. Os limites de quantidade de público deveriam ser revistos para demandarem a necessidade do Plano de Emergência.
5- H-2 (Asilos, orfanatos, casas de recuperação); H-3 (Hospitais); H-5 (Presídios).

As ocupações especiais não foram consideradas aqui, pois implicam em condições específicas cujos riscos e salvaguardas já estão no âmbito corporativo, por imposições internas.

As legislações estaduais preveem a presença de Brigada de Incêndio em boa parte dos empreendimentos. Contudo, esta equipe recebe um treinamento restrito a instruções superficiais e em poucas horas sobre combate ao início do fogo e reanimação cardiorespiratória. Normalmente, estes brigadistas são terceirizados, contratados de forma avulsa por evento, sem receberem instruções sobre as condições específicas da edificação, previstas no Projeto de Segurança contra  Incêndio e Pânico. Nestas condições, estão sequer minimamente capacitados a promoverem um escoamento do público através das rotas de fuga prescritas no Projeto, sem que ocorra tumulto ou demora nesta operação, fatores determinantes para a preservação da integridade física dos ocupantes.

Recordando Boite Kiss, análise da situação (Fonte: bombeirorj.blogspot.com)

Exemplificando as condições prescritivas acima.

  1. Você está num cinema, num teatro ou numa boite (Reunião de Público), cuja capacidade certamente será inferior a 1000 pessoas.
  2. As condições de risco são mais frequentes do que imaginamos (um curto circuito, por exemplo).
  3. Diante do acionamento de um alarme (se houver algum), qual a sua ação?
  4. Obviamente, se uma equipe de Brigadistas interviesse de imediato, prestando as orientações de como alcançar a saída de emergência em segurança, você se sentiria mais tranquilo, não?

Não há a mínima dúvida quanto a necessidade de um Plano de Intervenção de Emergência em grande parte das edificações. Da mesma forma que o Projeto de Segurança contra Incêndio é obrigatório em empreendimentos públicos e privados, a sua operacionalização exige estratégia e pessoal capacitado para as intervenções preliminares de:

  1. combate ao início do fogo;
  2. controle da situação;
  3. orientação ao público para que seja evitado o pânico (aspecto que agrava a situação) e seu direcionamento a local seguro (previamente definido) em tempo hábil (também previsto no Plano);
  4. acionamento de auxílio externo (Corpo de Bombeiros, SAMU, Defesa Civil);
  5. isolamento do local, para prevenir comprometimento de áreas do entorno

dentre outras providências claramente definidas no referido Plano e do conhecimento dos Membros da Brigada do estabelecimento.

Esta mensagem é um alerta à opinião pública para especial atenção às condições de segurança num local de uso coletivo, exigindo dos empreendedores as medidas de segurança necessárias – não apenas ao atendimento às prescrições atuais -, mas principalmente ao provimento das reais condições de segurança às pessoas, para que sejam evitados acidentes fatais como o da Boite Kiss, dentre outros.

Resgate de vítimas – Boate Kiss
Fonte: veja.abril.com.br

A população carece de um “olhar” técnico comprometido, para sentir-se segura em locais de uso coletivo. Espera-se que todos os profissionais que atuam na área de Segurança e Prevenção de Perdas assumam este PROPÓSITO como diretriz de trabalho.

DB

 

 

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Incêndios entre paredes

Muitas vezes, as coisas funcionam e não nos damos conta de COMO elas ocorrem, nem dos RISCOS que podem estar relacionados e elas.

Você sabia que a instalação elétrica de um prédio pode ser a causa de INCÊNDIOS?

Silenciosamente, a fiação elétrica de uma edificação distribui-se por entre paredes, tetos e pisos, sem que ninguém se lembre dela.

Em condições tecnicamente satisfatórias, as instalações elétricas são dimensionadas a partir dos equipamentos que serão utilizados – computadores, aparelhos de TV, som e ar condicionado, chuveiros elétricos, ferros de passar, geladeiras, freezer e fornos, enfim… toda a parafernália de eletroeletrônicos que nos rodeiam, onde quer que estejamos.

Porém, em dois momentos, essas instalações podem ocasionar o perigo:

1º) se não forem dimensionadas adequadamente, por profissional habilitado;

2º) se, com o passar do tempo, novos equipamentos (cuja carga não havia sido prevista naquele circuito elétrico) forem instalados, sem uma revisão dos circuitos.

Por exemplo,  seu local não possuía aparelho de ar condicionado. Com a elevação da temperatura, especialmente nos meses do verão, torna-se quase impossível permanecer num ambiente pouco ventilado, sem um ar condicionado, concorda? Pois surge a necessidade de um novo componente na rede elétrica, que muitas vezes é instalado sem uma revisão da rede por um profissional especializado. Cabos elétricos não são trocados, circuitos não são ajustados e tendem a SOBRECARREGAR a rede original, o que pode causar um incêndio.

Mais simples do que isso, vem a ser a utilização de adaptadores de tomadas, que recebem vários equipamentos numa só tomada. A fiação desta tomada não está dimensionada para tantos equipamentos, o que gera um sobre-aquecimento do fio e potencializa o princípio de incêndio.

Fatores somados também causam desastres. Imagine este sobre-aquecimento da fiação exposta (sem eletroduto) que está em contato com lonas plásticas, isopor ou outros materiais pouco resistentes ao fogo? Isso é comum acima de forros. O confinamento da situação dificulta  a constatação do perigo e o combate do início do fogo, que tenderá a se alastrar.

Viu como o PERIGO está próximo e nem percebemos?

O Instituto Sprinkler Brasil, especializado em sistemas de segurança contra incêndio através de redes de Sprinklers, exibe, em seu Boletim Estatístico 2018, o levantamento dos incêndios no Brasil.

Considerando o primeiro gráfico a seguir, temos que cerca de 36% dos incêndios em 2018 ocorreram em empreendimentos comerciais e quase 22% em depósitos. Esta análise não sugere os motivos ou causas dessas ocorrências, mas podemos sugerir algumas situações peculiares:

  • ausência de manutenção da rede elétrica;
  • adaptações e gambiarras irregulares;
  • ocorrência de fiação solta, sem eletrodutos, em contato com materiais combustíveis;
  • sobrecarga da rede elétrica;
  • curto circuitos;
  • armazenamento de material combustível sem critérios técnicos;
  • falta de dispositivos de prevenção e combate ao fogo no local;
  • sobre-aquecimento de máquinas e motores em condições irregulares;
  • ausência de soluções arquitetônicas de arrefecimento da carga térmica no ambiente, beneficiando o funcionamento dos equipamentos.

Outro gráfico, oriundo desta mesma pesquisa, revela que os meses de verão são os campeões em incêndios no Brasil, especialmente Fevereiro, no auge da estação mais quente do ano, e pelas razões já expostas no início deste texto.

A ABRACOPEL, Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade, também possui dados estatísticos sobre a interferência dos riscos elétricos nos incêndios, além de orientações de como estes podem ser evitados. Acesse o link acima e conheça as dicas.

A manutenção preventiva periódica da rede elétrica, além da implantação das medidas de Segurança contra Incêndio e Pânico numa edificação, representam fatores de fundamental importância para a redução das ocorrências de incêndios, que podem comprometer vidas, patrimônio e reputação.

Tenha o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) sempre atualizado.

Em caso de dúvida sobre estas e outras questões relacionadas ao INCÊNDIO, entre em contato conosco!

(DB)

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Riscos e Consequências. Vale pagar o preço?

Sentado em sua poltrona, lendo esse artigo, e nem passa pela sua cabeça a ideia do que possa estar colocando em RISCO a sua vida.

Risco, em administração, designa a combinação entre a probabilidade de ocorrência de um determinado evento (aleatório, futuro e independente da vontade humana) e os impactos (positivos ou negativos) resultantes, caso ele ocorra.

FONTE: https://pt.wikipedia.org/wiki/Risco_(administra%C3%A7%C3%A3o), 29/01/2019.

Ampliando um pouco o enfoque, na qualidade de gestor de uma empresa, você não apenas é responsável pela sua vida, mas pela vida de todos aqueles que participam do processo produtivo da sua organização. Sem falar no impacto social e financeiro que pode advir da falta de controle dos riscos.

Mas há meios para que esses riscos sejam avaliados: o Gerenciamento de Riscos.  Através desta metodologia,  podem ser identificadas as ameaças que rondam as atividades pessoais ou de uma empresa, levando em consideração:

  • identificação dos riscos envolvidos nas atividades;
  • estimativa da probabilidade de ocorrência de eventos de risco e seu impacto financeiro, material e/ou humano (potencial perda de vidas);
  • definição das medidas para evitar, amenizar (através de medidas preventivas e licenciamentos de certificação específicos), transferir (mediante a contratação de apólice de seguros, por exemplo) ou assumir os riscos (ser responsabilizado civil e criminalmente pelos danos causados).

A identificação de um risco pode ser difícil aos olhos leigos. O que ocorre com muita frequência é a desqualificação de determinados fatores como potenciais ameaças, e que podem repercutir em eventos desastrosos.

Um exemplo bem atual de desastre potencialmente previsível é o rompimento da barragem em Brumadinho, MG. Diante da enorme probabilidade da ocorrência de desastre socioambiental inerente a atividade mineradora, protocolos técnicos, legais e administrativos precisariam ter sido adotados preventiva e corretivamente, visando mitigar qualquer fator de risco potencial. Negligência administrativa e falta de fiscalização foram os responsáveis pela devastação ambiental e pela aniquilação sumária de vidas. Crime? A justiça investigará e punirá os responsáveis. Mas indiscutivelmente, o corpo gerencial da Vale S/A, uma das maiores mineradoras do mundo,  é o grande responsável, no mínimo, por não priorizar em suas políticas organizacionais as medidas de controle dos riscos de rompimento de uma barragem. Simplesmente, inadmissível.

Voltando à nossa escala, imagina você, empresário de uma pequena ou média empresa.

Como anda a gestão dos riscos da sua empresa?

Passa pela sua cabeça que:

  • uma instalação elétrica pode causar um incêndio?
  • um procedimento inseguro pode causar um acidente?
  • condições ambientais internas inadequadas podem gerar superaquecimento numa máquina?
  • condições inseguras de trabalho (ausência de conforto térmico ou luminotécnico) podem gerar atos inseguros e consequentes acidentes?
  • gases inflamáveis, que possuem comportamentos peculiares, podem causar explosões?
Fonte: REUTERS/Washington Alves
Fonte: REUTERS/Washington Alves

Os agentes causadores dos riscos são inúmeros. Alguns evidentes, outros silenciosos. Mas nenhum deles pode ser negligenciado. As consequências da perda de controle desses agentes podem ser devastadoras, assim como ocorreu com a Vale S/A.

O que está faltando para que você, enquanto gestor de uma empresa, vá em busca da promoção de medidas de prevenção ou correção das falhas potenciais do seu processo?

Como tudo na vida, a escolha do caminho a seguir estabelece as consequências, boas ou ruins.

Escolhas que definem o futuro de muitas vidas.

Faça as escolhas certas e preserve a tranquilidade de quando você começou a ler este artigo!

DB, 29/01/2019.

Segurança contra Incêndio: investimento sem chance de prejuízo.

O fato de serem exigidos tantos #licenciamentos e #alvarás deve ser entendido como uma #proteção.

E não estou doida!!

Por exemplo, no caso do #CorpodeBombeiros, um #AVCB ou um #CLCB são muito mais que pedaços de papel. São resultado de verificações e orientações para que sua edificação esteja em condições mínimas de #segurançacontraincendio, reduzindo #riscos até então desconhecidos e que poderiam causar #perdas materiais, financeiras e #humanas que não se poderia avaliar sem tal intervenção.

Cuide do seu #patrimônio, das #vidas e da #continuidadeoperacional do seu #negócio.

Mantenha-se regular com o Corpo de Bombeiros.

Um #investimento sem prejuízos, de #altarentabilidade!!

E conte conosco para alcançar esta proteção!

Fé e Fogo

O Art. 5º da Constituição Federal do Brasil de 1988, no seu inciso VI, diz ser “inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias”.

Os locais de culto merecem uma atenção especial por parte dos gestores do templo religioso, pois possuem a característica de acolhimento e concentração de público no seu interior. Assim, a proteção à vida e à integridade dos ocupantes é da sua responsabilidade.

A Constituição Federal de 1988 remete ao Corpo de Bombeiros Militar dos estados da Federação a competência na regulamentação, licenciamento e fiscalização dos templos religiosos, no que tange à Segurança contra Incêndio e Pânico. Riscos peculiares a estas ocupações pressupõem medidas mitigadoras, relacionadas de forma prescritiva nas legislações estaduais afins.

Dentre os riscos potenciais num templo religioso, resguardando situações litúrgicas específicas, podemos relacionar:

  • Segurança estrutural, principalmente em relação a templos de pequeno porte, nos quais nem sempre a estrutura da edificação foi dimensionada para o acolhimento de carga concentrada de pessoas, gerando o risco acentuado de desabamento. Além deste aspecto, a resistência estrutural contra incêndio também precisa ser avaliada, para que seja garantido um tempo hábil de abandono do público diante da ocorrência de um incêndio, sem que a estrutura entre em colapso pelo efeito do fogo.
  • O controle de materiais de acabamento e revestimento é outro aspecto relevante para a segurança contra incêndio dos templos religiosos, em função da maior ou menor resistência à propagação de chama destes elementos. Forros de PVC, madeira, isopor ou gesso, possuem comportamentos diferenciados em contato com o fogo, podendo causar fumaças tóxicas ou facilitar a propagação do incêndio, dificultando o abandono das pessoas do local.
  • As instalações elétricas, um grande fator de risco, causador do início de grandes incêndios, pode ser traduzido por dimensionamento insuficiente da rede, sobrecarga pela instalação de aparelhos não previstos no projeto elétrico, cabeamento inadequado e emendas irregulares. Tais aspectos estão presentes no dia a dia das edificações, e refletem um enorme fator de risco de incêndio.
  • Extintores de incêndio, iluminação de emergência, placas de sinalização orientando com clareza as rotas de fuga e saídas de emergência e os demais dispositivos de combate ao fogo (que variam em função do porte da edificação), são indispensáveis nos templos religiosos.
  • E para que os dispositivos listados acima funcionem, é preciso que haja pessoal treinado. Por isso, alguns membros do grupo gestor do templo precisam receber um Treinamento de Brigada de Incêndio. Estas pessoas serão treinadas a utilizarem com eficiência os equipamentos de combate ao princípio do fogo, além de aprenderem como orientar o público a abandonar o local em segurança.
  • A atenção às condições de Acessibilidade, como direito universal das pessoas portadoras de deficiências – de mobilidade, visual, auditiva, dentre outras-, é um aspecto ainda pouco difundido em nossa sociedade, mas de valor inestimável àqueles que possuem o direito e o desejo de frequentarem os mesmos locais que as pessoas sem problemas físicos. A Brigada de Incêndio também receberá instruções de como cuidar dessas pessoas.
  • Um olhar atento aos fatores de risco para incêndio presentes em cada ritual litúrgico, conduz especialmente ao uso de velas, associado aos tecidos, madeiras e outros elementos presentes no ambiente, que contribuem na propagação do fogo. O cuidado com as velas e a supervisão constante são essenciais.

Os fiéis frequentam templos religiosos e nem se dão conta de tantos riscos presentes no ambiente. Portanto, compete aos gestores dos templos a responsabilidade pela segurança dessas pessoas, mantendo o templo livre dos riscos que possam vir a causar pânico, medo e mortes.

DB

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