Mal explicado…

População impede entrada de carga de urânio no interior da Bahia

Moradores de Caetité acreditavam que material fosse lixo radiativo e barraram carregamento de 90 toneladas da estatal INB

Thiago Guimarães, iG Bahia | 16/05/2011 14:21

Moradores de Caetité (651 km de Salvador), no sudoeste da Bahia, impediram na noite deste domingo (15) a entrada na cidade de um carregamento de 90 toneladas de urânio da estatal INB (Indústrias Nucleares do Brasil).

Moradores protesta contra transporte de urânio para a cidade.

Os moradores acreditavam que a carga era de resíduos nucleares, ou “lixo radiativo”. Portando cartazes com inscrições como “Caetité não é lixão”, centenas de manifestantes montaram uma barreira humana e impediram a passagem de cerca de dez carretas que transportavam o material.

Em nota, a INB negou que o material seja lixo nuclear. Informou tratar-se de concentrado de urânio disponibilizado pela Marinha, que seria reembalado em Caetité, onde a estatal possui uma mina de urânio, para envio à Europa para enriquecimento.

A INB produz parte do urânio utilizado nas usinas nucleares de Angra 1 e 2. Como o Brasil ainda não domina comercialmente o processo de enriquecimento de urânio, necessário à produção do combustível nuclear, o minério é enviado para enriquecimento no exterior.

Segundo a INB, a produção da minha de Caetité, de 400 toneladas por ano, caiu para 180 toneladas em 2010, o que motivou o empréstimo do urânio da Marinha para evitar compras no mercado internacional. O minério foi enviado de Iperó (SP) a Caetité porque a unidade na Bahia possui os equipamentos para embalar o minério para envio ao exterior.

Com o bloqueio feito pelos moradores, o material acabou sendo levado para um depósito da Polícia Civil no município vizinho de Guanambi. A manifestação teve apoio da Igreja Católica no município.

A estatal informou que o Ibama (Instituto Nacional do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e a Cnen (Comissão Nacional de Energia Nuclear) foram informados sobre o transporte da carga, como é praxe nesses casos. O material era acompanhado pela Polícia Rodoviária Federal e equipes técnicas.

NO MÍNIMO, MAL CONTADA ESTA HISTÓRIA.
DESTA VEZ, HOUVE MANIFESTAÇÃO PÚBLICA, QUE JÁ DEVE SER CONSEQUÊNCIA DE OUTRAS SITUAÇÕES SEMELHANTES.
COMO SE NÃO BASTASSEM OS “LIXÕES” NORMAIS, TEMOS QUE ACOLHER “LIXÕES RADIATIVOS”.
ONDE ESTÁ A POLÍTICA DE GESTÃO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS DESTE PAÍS???

E AINDA QUEREM AMPLIAR A INSTALAÇÃO DE USINAS NUCLEARES NO BRASIL…
SOB A RESPONSABILIDADE DE QUEM???

Dora Brasil

Sobre Dora Brasil Arquitetura, Sustentabilidade e Segurança

Arquiteta e Engenheira de Segurança do Trabalho, com atuação no mercado há trinta anos, direciona seu trabalho à questões de conforto, funcionalidade, eficiência, saúde, segurança, bem estar e preservação do meio ambiente. Esta filosofia vem sendo maturada e está se concretizando com a atualização profissional em Gestão Ambiental com Tecnologias Limpas, Construções Sustentáveis (Conceitos LEED) e certificação PROCEL-Edifica (EtiqEEE - Etiquetagem de Eficiência Energética em Edifícios). Nosso objetivo é levar à sociedade os conceitos de Eficiência, procurando gerar projetos para edificações visando o baixo consumo de energia e água potável, através de diversas soluções alternativas que envolvam o desgaste mínimo dos insumos da natureza e a redução das emissões de gases nocivos ao meio ambiente.
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