Certificação de medidores inteligentes no país ainda deve demorar

Fonte: Revista GTD – 11.2011
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Brasil – o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) ainda não liberou a comercialização de nenhum medidor inteligente no Brasil. Segundo o diretor de metrologia legal do órgão, Luiz Carlos dos Santos, os modelos que têm sido utilizados em experiências-piloto pelo país são considerados apenas medidores eletrônicos. Isso porque a definição do medidor inteligente está pendente de regulamentação pela Agência Nacional de Energia Elétrica(Aneel). Segundo a agência reguladora, a palavra final sobre o padrão brasileiro para os equipamentos deve ser dada em novembro ou dezembro, após votação pela diretoria colegiada.Santos diz não ter os números exatos de cabeça, mas garante que existem, “folgadamente”, mais de vinte medidores inteligentes liberados para o mercado brasileiro. Até por isso, ele prevê que quando a Aneel estabelecer o padrão da nova geração de equipamentos, o Inmetro terá bastante trabalho pela frente. “Assim que a Aneel regular isso, vamos ter um monte de medidor pedindo certificação na nossa porta”, brinca o técnico, que conversou com a Revista GID Energia Elétrica após participar da abertura do Metering Latin America, em São Paulo.Pelas contas de Santos, o Inmetro deve levar entre seis meses e um ano, após a regulamentação da Aneel, para estabelecer as exigências de qualidade que guiarão o mercado nacional na área.

“A preocupação do Inmetro é que o resultado da medição seja confiável. Esse é nosso grande negócio”, explica.

O diretor também aponta que o Inmetro “está preocupado” com o grande número de pedidos de certificação que aparecerão e que, nesse sentido, deve também costurar um “acordo de cavalheiros” entre os fabricantes. A ideia é testar todos os equipamentos enviados e certificar aqueles que forem aprovados de uma só vez, em lote. “Aprovamos todas juntas e aí você evita problemas de concorrência”, resume Santos.

Para o técnico, essa fase de testes dos modelos deve levar seis meses “em um ritmo normal, se tudo correr bem”. Mas “é muito comum” que equipamentos tenham que ser devolvidos aos fabricantes para ajustes, o que atrasa a operação. Além disso, nos casos de medidores com softwares, o prazo costuma ser maior. “Esses modelos têm demorado mais tempo, porque é preciso ser feita uma análise de software e estamos vendo uma grande dificuldade dos fabricantes em aprovar. Então, os medidores podem acabar vivendo esse drama”.

Com tantas variáveis e imprevisibilidades, o diretor do Inmetro prefere não arriscar quando os medidores inteligentes estarão certificados e poderão começar a ser implantados no país de forma concreta. “Isso é uma coisa que a Aneel também nos pergunta, mas não depende só do Inmetro, mas também dos fabricantes”, conclui.

NOSSOS COMENTÁRIOS:

O carro adiante dos bois…
Baseado da notícia de postagem anterior, sobre a recente regulamentação da ANEEL do modelo novo de tributação de energia elétrica (http://wp.me/p1l1sO-68), vemos aqui a falta de critério do governo nas providências visando uma política de eficiência energética no país.
Inversão de medidas.
Primeiro, regulamenta a quintuplicação das tarifas residenciais em horário de ponta.
Depois, pensa em regulamentar os medidores inteligentes, que deveriam estar associados à alteração de modelo de tributação, como forma de incentivar a adoção de soluções energéticas renováveis e limpas, pelos consumidores particulares.
Se o governo brasileiro REALMENTE quer incrementar medidas de eficiência energética visando o horizonte de 2030, que, conforme estudos realizados, projetam um déficit de produção de energia em relação ao PIB interno nos patamares atuais, precisa estabelecer metas mais organizadas.
Do jeito que estão sendo conduzidas as coisas, a redução do consumo se dará por apagão natural (em função dos altos custos das tarifas residenciais).
Onde o governo quer chegar com essa política energética??
25/11/2011.

Sobre Dora Brasil Arquitetura, Sustentabilidade e Segurança

Arquiteta e Engenheira de Segurança do Trabalho, com atuação no mercado há trinta anos, direciona seu trabalho à questões de conforto, funcionalidade, eficiência, saúde, segurança, bem estar e preservação do meio ambiente. Esta filosofia vem sendo maturada e está se concretizando com a atualização profissional em Gestão Ambiental com Tecnologias Limpas, Construções Sustentáveis (Conceitos LEED) e certificação PROCEL-Edifica (EtiqEEE - Etiquetagem de Eficiência Energética em Edifícios). Nosso objetivo é levar à sociedade os conceitos de Eficiência, procurando gerar projetos para edificações visando o baixo consumo de energia e água potável, através de diversas soluções alternativas que envolvam o desgaste mínimo dos insumos da natureza e a redução das emissões de gases nocivos ao meio ambiente.
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