Energia elétrica: riscos à vista!

Temporada de calor aumenta risco de sobrecarga nacional

Fonte: Jornal Nacional – 22.01.2013

Brasil – Na temporada de calor do verão brasileiro quando a demanda por refrigeração de alimentos e de ambientes aumenta, existem formas de evitar que a conta de luz também dê um salto. O repórter Paulo Renato Soares, mostra algumas delas e também o perigo de uma sobrecarga na rede elétrica. Usar benjamins e filtro de linhas constantemente é correr risco duas vezes. Primeiro porque essa sobrecarga em uma tomada pode gerar curto circuito e até incêndios. Depois o risco é para bolso, fios superaquecidos geram mais consumo de energia.

Segundo Luiz Antônio Consenza, engenheiro do CREA, as pessoas não tinham tomada para ligar todos esses aparelhos novos que foram surgindo ao longo dos anos. “A carga aumentou e as pessoas compram os aparelhos sem saber se podem ligar naquela tomada ou não.”

A solução definitiva seria iniciar uma obra e abrir tomadas pela casa. Se não der agora o conselho de quem entende do assunto é desligar da tomada aparelhos de pouco uso e trocar os indispensáveis por modelos mais econômicos, gestos simples também ajudam. No caso do chuveiro elétrico, só em mudar a chave de inverno pra verão gera uma economia de 180 reais por ano. E ao trocar oito lâmpadas incandescentes por fluorescentes, o gasto fica 259 reais menor no ano.

O engenheiro eletricista da Eletrobras, Rafael David alerta: “Se seguirmos todas essas dicas, podemos ter uma economia anual de mais de 600 reais ou até 30% na conta de luz”.

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Fico intrigada como o Brasil anda na contramão do mundo.
Enquanto o planeta grita pelo desenvolvimento de matrizes energéticas com fontes renováveis ou menos agressivas ao meio ambiente, devido à escassez generalizada deste bem de consumo indispensável, no Brasil são criadas reduções tarifárias em pleno verão de “aquecimento global”, que demanda mais consumo de energia para o condicionamento do ar interno dos lugares.
 
E olha que o calor está bastante agressivo, mesmo aqui em Salvador, onde temos o privilégio da brisa do mar!
 
Voltando ao nosso tema, certamente há algo escondido nessa medida demagógica do nosso governo.
 
Quanto aos riscos – tema título de nossa postagem, observa-se que há muito tempo os edifícios são projetados sem a previsão correta da quantidade de tomadas (e respectivos circuitos elétricos) compatível com a parafernália de aparelhos que compõem uma residência ou local de trabalho. As gambiarras tornam-se indispensáveis para dependurarem os fios de TV, som, videos, modens, luminárias, etc., cada qual “sugando” um pouco da corrente daquela pobre tomada, cuja rede foi subdimensionada para tantos fins. 
 
O que resulta deste improviso?  Sobrecarga na rede elétrica, superaquecimento dos fios e… provável incêndio. (aqueles incêndios misteriosos que não se sabe a causa).
 
Outro risco é o de um consumo extra de energia devido à energia reativa, que produz um campo magnético e consequente aquecimento dos fios. (Peço licença aos especialistas, caso esteja equivocada!! Aceito ajuda nesta área!)
Fator de Potência
É um índice que relaciona a energia ativa e reativa de uma instalação elétrica, sendo um dos principais indicadores de eficiência energética. O fator de potência próximo de 1 indicapouco consumo de energia reativa em relação à energia ativa. Uma vez que a energia ativa é aquela que efetivamente executa as tarefas quanto mais próximo da unidade for o fator de potência, maior é a eficiência da instalação elétrica.
(Fonte: http://servicos.coelba.com.br/residencial/energia-reativa)
Aos arquitetos, mentores intelectuais dos ambientes construídos, sugerimos que sejam revistos tais conceitos, inserindo nos novos projetos uma previsão de circuitos elétricos mais compatível com a nossa realidade “high tech”, evitando-se os gastos subliminares de energia ou os riscos potenciais de incêndio.
 
DB

Sobre Dora Brasil Arquitetura, Sustentabilidade e Segurança

Arquiteta e Engenheira de Segurança do Trabalho, com atuação no mercado há trinta anos, direciona seu trabalho à questões de conforto, funcionalidade, eficiência, saúde, segurança, bem estar e preservação do meio ambiente. Esta filosofia vem sendo maturada e está se concretizando com a atualização profissional em Gestão Ambiental com Tecnologias Limpas, Construções Sustentáveis (Conceitos LEED) e certificação PROCEL-Edifica (EtiqEEE - Etiquetagem de Eficiência Energética em Edifícios). Nosso objetivo é levar à sociedade os conceitos de Eficiência, procurando gerar projetos para edificações visando o baixo consumo de energia e água potável, através de diversas soluções alternativas que envolvam o desgaste mínimo dos insumos da natureza e a redução das emissões de gases nocivos ao meio ambiente.
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