Arquitetura & Segurança contra Incêndios: simbiose necessária.

Em nosso país, o mercado da construção civil ainda está muito pouco sensível à importância da incorporação dos princípios de segurança contra incêndio no desenvolvimento do projeto de Arquitetura.

Faculdades de Arquitetura pouco ou quase nada abordam sobre esta matéria, que só vem ao conhecimento prático dos profissionais por ocasião dos licenciamentos exigidos por uma legislação até então ignorada.

Um conteúdo fundamental à preservação de vidas, é relegado a segundo plano no meio acadêmico das graduações de arquitetura. Deveria estar incorporado culturalmente aos princípios arquitetônicos, não por obrigatoriedade do seu cumprimento, mas pela sua importância intrínseca.

Nas faculdades de Arquitetura e Urbanismo, quem ouve falar em:

  • PROTEÇÃO PASSIVA
  • ISOLAMENTO DE RISCOS
  • ROTA DE FUGA
  • CONTROLE DE MATERIAIS DE ACABAMENTO E REVESTIMENTO
  • CARGA DE INCÊNDIO DE MOBILIÁRIO E ACESSÓRIOS
  • SAÍDA DE EMERGÊNCIA…

Parecem surreais esses termos, não??

Pois a incorporação destes conceitos certamente fará toda a diferença num projeto, do mais simples ao mais arrojado.

Muitos podem estar pensando que, mais cedo ou mais tarde, os edifícios serão submetidos a especialistas que farão as adequações necessárias ao atendimento da legislação de segurança contra incêndio e pânico.

Mas este é o ponto: quando um projeto de arquitetura já é concebido com o valor agregado da segurança contra incêndio, muitos aspectos já são levados em consideração, contribuindo significativamente para a redução dos riscos através de algumas (dentre outras) definições simples, tais como:

  • adequação das circulações, rotas de fuga e posicionamento das saídas de emergência, visando percursos mais curtos para abandono ágil do imóvel em situação de emergência;
  • considerações acerca do uso da edificação, levando em conta, por exemplo, idade, estado de saúde e mobilidade, com vistas aos meios de fuga da edificação por esse público;
  • soluções quanto aos meios de compartimentação horizontal e vertical, visando a redução dos riscos nas edificações;
  • análise dos meios de ventilação e condicionamento de ar nos ambientes, sua interface com os dispositivos de detecção e alarme e o favorecimento da dispersão de fumaça;
  • cuidados no posicionamento das aberturas nas envoltórias em relação aos pavimentos e ambientes contíguos, e às edificações vizinhas;
  • definição de revestimentos com reduzida capacidade de propagação de fogo (informado pelos fabricantes) e da carga de incêndio dos móveis e acessórios.
Softwares de modelagem da construção permitem a compatibilização dos diversos projetos – arquitetura e complementares, verificando conflitos e a necessidade de melhorias, pela segurança, qualidade e eficiência do empreendimento.

Numa época em que se enfatiza tanto a Gestão de Projetos, ainda sentimos falta da gestão compartilhada dos projetos de arquitetura com os de segurança contra incêndio e pânico, assim como é feito com os projetos estruturais e demais complementares, em tempo real, de forma simultânea, para que todas as implicações e conflitos possam ser dirimidos na modelagem do projeto, através de simulações, e não tardiamente, tendo-se que recorrer a enxertos e adaptações, que comprometem a qualidade e a segurança do empreendimento e dos seus ocupantes.

DB

Comentaremos em breve!! Agradecemos sua visita!

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.