Ensaio sobre a Resiliência

Não abuse da sorte. Aprenda um pouco sobre RESILIÊNCIA e previna-se.

Você já ouviu falar em RESILIÊNCIA?
resiliência é a capacidade de o indivíduo lidar com problemas, adaptar-se a mudanças, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas – choque, estresse, algum tipo de evento traumático, etc. – sem entrar em surto psicológico, emocional ou físico, por encontrar soluções estratégicas para enfrentar e superar as adversidades. Nas organizações, a resiliência se trata de uma tomada de decisão quando alguém se depara com um contexto entre a tensão do ambiente e a vontade de vencer. Essas decisões propiciam forças estratégicas na pessoa para enfrentar a adversidade.

 (Wikipedia, 06/11/2019)

O termo “resiliência” vem sendo usado pela ONU (Organização das Nações Unidas) desde 2005, tratando de assuntos relacionados aos desastres naturais, às medidas para a redução dos riscos decorrentes das mudanças climáticas e a criação de mecanismos para um desenvolvimento sustentável das Nações.

Porém, este conceito pode ser aplicado ao nosso dia a dia, pois a RESILIÊNCIA está também diretamente ligada aos mecanismos que adotamos para PREVENIR  situações anormais ou indesejadas e suas consequências.  Se temos a consciência de que determinado sistema está anômalo, certamente esta anomalia vai resultar, mais cedo ou mais tarde, num DESASTRE.

Um DESASTRE é qualquer ocorrência, natural ou tecnológica, que afeta a normalidade de um sistema. E o que afeta a normalidade de um sistema é uma falha, uma lacuna, um descuido, que pode repercutir num acidente de proporções imprevisíveis.

Obviamente, precisamos de uma enorme capacidade de resiliência quando o imprevisto acontece e nos pega de surpresa. Mas se o desastre acontece a partir de situações previsíveis… então, por que não prevenir?

Esta é a resposta clássica. Será mesmo que as estatísticas levantadas pelos organismos de prevenção de perdas não refletem as ocorrências reais? Será que aquele que sofreu o desastre foi afortunado pela famosa “Lei de Murphy”?

Definitivamente, NÃO.

As ocorrências dos incêndios têm causas bem definidas, a saber:
1) Problemas nas Instalações elétricas são responsáveis por cerca de 90% das ocorrências de incêndios residenciais e comerciais, conforme dados do CREA-RJ. Falta de manutenção da rede, sobrecarga de eletrodomésticos e o uso de adaptadores de tomada, ocasionam aquecimento extra da rede, dando origem ao fogo.

2) Descuidos humanos, tais como vela acesa próxima a cortinas ou estofados, mau uso de produtos inflamáveis, óleo em cozinhas, cigarro aceso, dentre outros, são apontados pelo Corpo de Bombeiros em geral.

3) Vazamento de gás, tanto em residências quanto em estabelecimentos comerciais, também é um fator de risco recorrente. O mau acondicionamento do botijão de gás e o vazamento do produto em local confinado (sem ventilação natural), pode causar explosões, até ao ser acionado o interruptor de luz.

Se você tem consciência do fator de risco, VOCÊ passa a ser responsável por sua correção.

Estes fatores de risco são os responsáveis pelo início do incêndio. Sua deflagração e perda de controle (“flashover”) é resultante da carga de incêndio presente no ambiente, que pode ser traduzida pelos produtos combustíveis (tecidos, móveis de madeira, algodão, espuma, dentre outros) e inflamáveis (álcool, óleo vegetal, produtos químicos com baixo ponto de fulgor). 
Uma fonte de calor, associada a um produto simpático ao fogo numa atmosfera respirável, são os fatores necessários para o início do incêndio.

Química do Fogo

Simples assim.

E por tamanha simplicidade dos fatores causadores do incêndio e pela incidência com que tais ocorrências vêm acontecendo – inclusive produzindo vítimas fatais-,  é que a legislação prevê a obrigatoriedade do cumprimento da medidas de Segurança contra Incêndio, não apenas no Brasil, mas em todos os países do mundo.

A RESILIÊNCIA torna-se desnecessária diante da PREVENÇÃO, pois esta mitiga o DESASTRE.

Os fatores de risco estão à nossa volta. Cuidar para que eles não se manifestem é tão importante quanto a adoção dos meios ativos e passivos de segurança contra incêndio.

Não queira testar sua capacidade de RESILIÊNCIA. 
Regularize o local onde você mora ou trabalha.

Providencie o licenciamento junto ao Corpo de Bombeiros do seu estado.
(DB)

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