Proteção passiva em tecidos e espumas combustíveis

Em Arquitetura de Interiores, a presença de espumas e tecidos é inevitável.

Poltronas, sofás, almofadas, tapetes, colchões e uma série inesgotável de itens envolvem espumas e tecidos.

Os profissionais que atuam nesta área não se dão conta da sua responsabilidade no que tange à prevenção contra incêndio dos edifícios. Devem pensar que tal problema compete ao Projetista de Segurança contra Incêndios…

Ledo engano. A responsabilidade precisa ser compartilhada, no sentido em que o Projetista de Segurança contra Incêndios parte de premissas do ambiente a ser protegido, que possui definições e especificações do Profissional de Arquitetura/Design de Interiores. Nada é estanque ou isolado.

Na medida em que compreendemos o sentido de RESPONSABILIDADE COMPARTILHADA, passamos a ter cuidado com as especificações dos materiais nos projetos, para que tal material já possua certo nível de resistência ou proteção contra o fogo, reduzindo consideravelmente os riscos de propagação do fogo e produção de fumaça tóxica aos ocupantes do local.

Só para se ter noção dos riscos desses materiais, a ESPUMA em combustão produz uma fumaça rica em monóxido de carbono (CO), gás inodoro e altamente asfixiante pois realiza uma ligação estável com a hemoglobina do sangue, incapacitando-a de transportar o oxigênio aos pulmões. A depender da concentração deste gás – relativa diretamente à quantidade de material que o produza na combustão, – em poucos minutos o ambiente torna-se irrespirável.

Como alternativas ou soluções para uma atuação profissional comprometida com a Vida dos ocupantes dos ambientes, o projetista pode:

  1. reduzir a carga de incêndio do ambiente, buscando produtos cujo fabricante já apresente indicadores de resistência ao fogo na produção deste componente;
  2. aplicar sobre os estofados e tecidos produtos retardantes ao fogo, que ajudarão no prolongamento do tempo de abandono seguro das pessoas dos ambientes afetados pelo princípio de um incêndio.

O termo “retardante de chama” não se refere a uma classe específica de produtos químicosele descreve sua função. Existem mais de 200 tipos diferentes de retardantes de chama, sendo que os elementos químicos mais comuns utilizados em sua composição são: bromo, cloro, fósforo, nitrogênio e  hidróxidos metálicos.

Os retardantes de chama são substâncias químicas que possuem a ação de retardar a ignição, diminuir a velocidade de queima e minimizar a emissão de fumaça dos materiais aos quais são incorporados. Eles são aplicados para reduzir a inflamabilidade intríseca dos polímeros, aumentando sua resistência à combustão. Ou seja, o uso do retardante de chama torna a propagação do fogo mais lenta, proporcionando um dos maiores benefícios do uso desse tipo de produto: salvar vidas.

A utilização de retardantes de chama aumenta consideravelmente o tempo de escape em caso de incêndio – de 2 para 20 minutos, em média – possibilitando às pessoas um tempo de fuga 10 vezes maior para evacuar o local em segurança. Outro fator positivo obtido com a utilização desse aditivo é a diminuição da produção de fumaça no local do incêndio.

(Fonte: ABICHAMA:http://www.abichama.com.br/retardantes-de-chama/

A Segurança contra Incêndio e Pânico é responsabilidade de todos.

A preservação da Vida está diretamente ligada a cada elo da cadeia produtiva, nos processos de composição do espaço construído.

DB

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