Fé e Fogo

O Art. 5º da Constituição Federal do Brasil de 1988, no seu inciso VI, diz ser “inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias”.

Os locais de culto merecem uma atenção especial por parte dos gestores do templo religioso, pois possuem a característica de acolhimento e concentração de público no seu interior. Assim, a proteção à vida e à integridade dos ocupantes é da sua responsabilidade.

A Constituição Federal de 1988 remete ao Corpo de Bombeiros Militar dos estados da Federação a competência na regulamentação, licenciamento e fiscalização dos templos religiosos, no que tange à Segurança contra Incêndio e Pânico. Riscos peculiares a estas ocupações pressupõem medidas mitigadoras, relacionadas de forma prescritiva nas legislações estaduais afins.

Dentre os riscos potenciais num templo religioso, resguardando situações litúrgicas específicas, podemos relacionar:

  • Segurança estrutural, principalmente em relação a templos de pequeno porte, nos quais nem sempre a estrutura da edificação foi dimensionada para o acolhimento de carga concentrada de pessoas, gerando o risco acentuado de desabamento. Além deste aspecto, a resistência estrutural contra incêndio também precisa ser avaliada, para que seja garantido um tempo hábil de abandono do público diante da ocorrência de um incêndio, sem que a estrutura entre em colapso pelo efeito do fogo.
  • O controle de materiais de acabamento e revestimento é outro aspecto relevante para a segurança contra incêndio dos templos religiosos, em função da maior ou menor resistência à propagação de chama destes elementos. Forros de PVC, madeira, isopor ou gesso, possuem comportamentos diferenciados em contato com o fogo, podendo causar fumaças tóxicas ou facilitar a propagação do incêndio, dificultando o abandono das pessoas do local.
  • As instalações elétricas, um grande fator de risco, causador do início de grandes incêndios, pode ser traduzido por dimensionamento insuficiente da rede, sobrecarga pela instalação de aparelhos não previstos no projeto elétrico, cabeamento inadequado e emendas irregulares. Tais aspectos estão presentes no dia a dia das edificações, e refletem um enorme fator de risco de incêndio.
  • Extintores de incêndio, iluminação de emergência, placas de sinalização orientando com clareza as rotas de fuga e saídas de emergência e os demais dispositivos de combate ao fogo (que variam em função do porte da edificação), são indispensáveis nos templos religiosos.
  • E para que os dispositivos listados acima funcionem, é preciso que haja pessoal treinado. Por isso, alguns membros do grupo gestor do templo precisam receber um Treinamento de Brigada de Incêndio. Estas pessoas serão treinadas a utilizarem com eficiência os equipamentos de combate ao princípio do fogo, além de aprenderem como orientar o público a abandonar o local em segurança.
  • A atenção às condições de Acessibilidade, como direito universal das pessoas portadoras de deficiências – de mobilidade, visual, auditiva, dentre outras-, é um aspecto ainda pouco difundido em nossa sociedade, mas de valor inestimável àqueles que possuem o direito e o desejo de frequentarem os mesmos locais que as pessoas sem problemas físicos. A Brigada de Incêndio também receberá instruções de como cuidar dessas pessoas.
  • Um olhar atento aos fatores de risco para incêndio presentes em cada ritual litúrgico, conduz especialmente ao uso de velas, associado aos tecidos, madeiras e outros elementos presentes no ambiente, que contribuem na propagação do fogo. O cuidado com as velas e a supervisão constante são essenciais.

Os fiéis frequentam templos religiosos e nem se dão conta de tantos riscos presentes no ambiente. Portanto, compete aos gestores dos templos a responsabilidade pela segurança dessas pessoas, mantendo o templo livre dos riscos que possam vir a causar pânico, medo e mortes.

DB

Em tempos de #Covid-19…

As orientações médicas para o isolamento social, além das medidas profiláticas de higienização pessoal, são o foco das atenções em razão da pandemia.

Sem descuidar dessas orientações, mas preocupados com os perigos silenciosos que nos cercam relacionados ao incêndio, não poderíamos deixar de informar os dados estatísticos de ocorrência de incêndios no Brasil, APENAS no mês de Janeiro de 2020:

  • 70 (setenta) ocorrências de incêndio decorrentes de sobrecarga na rede elétrica predial, com uma vítima fatal;
  • 12 (doze) ocorrências de acidentes por descargas atmosféricas, resultando em 09 mortes.

A mídia não relata com a veemência necessária os casos de acidentes, com ou sem vítimas, que resultaram em incêndios. Em comparação com 2018, houve em 2019 um aumento de 22% de casos de incêndio decorrentes de sobrecarga elétrica (sem citar outros fatores de risco), implicando em 74 mortes (acréscimo de 21% em relação ao ano de 2018).

Este é um cenário constante, que não é alvo de pandemia ou alarde da mídia. Portanto, estamos de plantão, virtualmente, para esclarecer dúvidas sobre os riscos potenciais de incêndio que possam existir na sua edificação.

Antes que as estatísticas de incêndios aumentem…

DB

Ideias para a Crise

Em tempos de “vacas magras”, apresentamos uma solução prática e econômica para dar um “upgrade” em seu ambiente: CONSULTORIA TÉCNICA POR HORA.
Como funciona?

                       imagem marketing 2016
1) Fazemos a visita ao seu imóvel;
2) Em duas horas, concentramos as atenções em apenas um cômodo, para solucionar problemas de espaço ou repaginar aquele cantinho sem graça!
3) Tiramos fotos do local, conversamos sobre suas ideias e discutimos algumas soluções, até que se chegue a uma definição.
4) Após dois dias, enviamos por e-mail uma imagem 3D com a definição para o espaço e uma especificação rápida de materiais (sem quantitativos ou preços).
5) O valor desse serviço é de R$ 300,00 (trezentos reais) por duas horas. Se for necessário ultrapassar esse tempo, será cobrado o valor de R$ 100,00 (cem reais) por hora excedente (ou fração de hora).
6) Caso haja mais de um espaço, no mesmo imóvel, para ser tratado, cobraremos R$ 200,00 (duzentos reais) por mais duas horas, nas mesmas condições descritas anteriormente.

Temos equipe para executar seu serviço.

E quando sua obra está sem orientação técnica?

Acompanhamos e fiscalizamos pequenas obras de reforma, para que a execução seja fiel ao projeto, sem erros de final de obra…  Podemos indicar equipe.

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